Parábolas Hoje

Parábolas para o século XXI

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O templo

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Acordou cedo. Como fazia em todos os dias de culto, tomou o banho, fez a barba e vestiu a sua melhor roupa: um belo terno, combinado a uma gravata cujo nó fora feito automaticamente, como se essa tarefa fosse tão habitual como a escovação dentária de todos nós.

Pegou uma bolsa com todos os artigos religiosos que usaria na celebração. Foi em jejum ao local de adoração e com a maior pressa do mundo – afinal, um atraso seria imperdoável e o mestre não era muito misericordioso para com aqueles que não chegavam à cerimônia na hora combinada.

Partiu com o carro, seguindo religiosamente pela rota que fazia em dias de celebração. Algum leitor atento pode dizer que estou sendo redundante por acrescentar o advérbio “religiosamente” num texto que narra uma rotina de uma pessoa que está a caminho de um culto. Contudo, é extremamente necessário o acréscimo, assim como naquelas afirmações que tantos católicos por aí vociferam, sempre seguidas de um “praticante”.

Depois de passar por avenidas que conduziam outros fiéis aos seus respectivos templos, chegou por fim ao imponente templo de pedra cinzenta, que era alto e bem frequentado assim como outras instalações de adoração coletiva daquela cidade.

Passou o crachá pela catraca, foi de elevador ao quinto andar, retirou da bolsa seus instrumentos de louvor – um potente notebook Lenovo e um caderno Tilibra de capa dura – e começou a sua rotina diária de adoração, com a duração exata de oito horas.

Texto do Thiago Bonfim, publicado originalmente no melivro

Última atualização em Qui, 01 de Julho de 2010 19:51
 

História de um fazendeiro

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Certo fazendeiro tinha dois filhos. Um dia o filho mais novo pediu ao pai a sua parte da herança, e dias depois recebeu dele o equivalente a metade do seu patrimônio. De posse do dinheiro, o rapaz partiu para uma terra distante, onde investiu todo o seu capital, aplicando-o criteriosamente em investimentos de baixo risco e elevado retorno. Em pouco tempo havia duplicado o seu patrimônio e vivia confortavelmente.

O filho mais velho, que trabalhava no campo, ficou sabendo da prosperidade do irmão e também exigiu do pai a sua parte da herança; em seguida partiu para outra terra distante, onde também enriqueceu.

Última atualização em Qui, 29 de Abril de 2010 01:25
 

Eu acho que vi o Reino

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Em Mateus 6-33 Jesus nos fala “-Busquem pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e todas as demais coisas lhes serão acrescentadas”

Interessante por que ele diz isso logo após nos mostrar as bem-aventuranç as que são uma palhinha de quais valores deveríamos nos alimentar e busca-los até que esses façam parte de nós. E também após nos alertar de valores e ações pelas quais não devemos nos apegar, pois as mesmas não coincidem com os ensinamentos e a proposta de vida apresentada por Jesus. Aliás, particularmente os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus são o meu manual de vida.

 

O samaritano interrompido

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Era um dia qualquer de uma semana qualquer. O moço acordou para cumprir seus afazeres simples do cotidiano: escovar os dentes, pentear os cabelos, comprar pão e leite para o café da manhã.

Era um dia qualquer de uma semana qualquer. O desabrigado acordou outra vez na rua. O filho pequeno chorava e não havia muito que ele pudesse fazer. A desesperança precisava ser vencida pela vontade de viver. Talvez nem tanto pela vontade, mas ainda mais pela necessidade de viver.

Era um dia qualquer de uma semana qualquer. Os fiscais do mercado acordaram para cumprir o seu triste destino e ganhar o seu pão no fim do mês.

O moço saiu de sua casa para cumprir os afazeres simples do cotidiano. Comprar pão e leite para o café da manhã. Entre ele e o pequeno mercado, estava o desabrigado.

Última atualização em Dom, 04 de Abril de 2010 05:06
 

O bom travesti

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Retirado da Casa de Rubem Alves

E perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" E ele lhes contou a seguinte parábola:

Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.

Última atualização em Qui, 24 de Dezembro de 2009 16:51
 


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